Acesso aos cuidados de saúde primários agravou-se no Litoral Alentejano
A Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano fechou o mês de junho com o pior desempenho de todo o Alentejo, registando 34.459 utentes sem médico de família, o que representa quase um terço (32,04%) do total de inscritos.
A gravidade da situação torna-se clara na comparação anual: em junho de 2025, a região contabilizava 26.969 pessoas nesta situação, o que significa que, num espaço de 12 meses, houve um aumento de 7.490 utentes sem médico, um crescimento de quase 28%.
Este cenário negativo contrasta com a evolução da maioria das regiões vizinhas. Enquanto o Alto e o Baixo Alentejo conseguiram reduzir as suas listas de utentes sem médico, o Litoral Alentejano seguiu o caminho oposto com tanta intensidade que acabou por anular essas melhorias locais.
No Alto Alentejo, o número de utentes sem médico desceu para 26.121 (23,42% dos inscritos), refletindo uma redução de 1.183 pessoas (4,3%) face a junho de 2025.
O Baixo Alentejo seguiu a mesma tendência positiva, registando 18.861 utentes sem médico (15,47% do total), o que representa menos 2.474 pessoas (uma quebra de 11,6%).
Em contrapartida, o Alentejo Central também piorou, somando 15.467 utentes sem médico de família (9,24% dos inscritos), o que traduz um aumento anual de 1.901 pessoas, ou seja, uma subida de 14%.
