O SL Benfica é o quarto semifinalista da Taça da Liga de Futsal Placard. As 'águias' venceram o Leões de Porto Salvo por 4-1 no último encontro referente aos quartos de final da competição e vão medir forças com o Modicus Cartest na partida que decide o acesso à final.

Com uma primeira parte equilibrada, foi o Benfica a inaugurar o marcador, por intermédio de Robinho (2'). Contudo, Bruno Pinto (7') marcaria pouco depois, obrigando a que ambas as equipas regressassem aos balneários com um empate.

No segundo tempo, os comandados de Joel Rocha vieram decididos a impor mais ritmo na partida e a decidir o jogo a seu favor. Fits (22'), Arthur (32') e Fábio Cecílio (38') deram 'cor' às intenções encarnadas e garantiram a presença do SL Benfica na próxima fase da competição.

A partida entre o SL Benfica e o Modicus Cartest acontece este sábado, às 18h30.

Ricardo Lobão, treinador do Leões Porto Salvo, em discurso direto:

"Foi um jogo de equipas grandes, muitos ingredientes táticos, eficácia e uma superação das equipas perante um jogo muito positivo e acho que foi bom para a modalidade. O que nos faltou é, nos momentos-chave, sermos eficazes e não cometermos alguns erros que cometemos. Mas estávamos a jogar perante uma grande equipa, que tem grandes intérpretes, mas nós também os temos. Acho que são estes pormenores que fazem a diferença entre ganhar e perder. 

Este era um jogo completamente diferente, a eliminar. O campeonato, por agora, ainda é uma fase regular, mas deixe-me que lhe diga: com estes jogadores tudo é possível. Encaramos todos os jogos como uma final e obrigamos os adversários a serem melhores que nós, como hoje aconteceu. Levámos o Benfica ao limite das suas capacidades e quando se coloca o Benfica a jogar assim é porque jogou com qualidade. Parabéns ao Benfica, foi um justo vencedor e quem ganha assim ganha sempre bem."

Joel Rocha, treinador do SL Benfica, em discurso direto:

"Foi um jogo como o previsto: equilibrado e competitivo. Quando toca a ganhar e a perder, a superação, por vezes, ultrapassa os níveis de razão e houve momentos assim de ambos os lados. É isso que traz, como se diz, o sal e a pimenta ao jogo. Foi um jogo com todos os ingredientes, mas o Benfica justificou totalmente a vitória. Fizemos quatro golos, tivemos várias oportunidades, mas que fique bem claro que o Benfica foi obrigado, pela qualidade, pela organização e pelo empenho dos Leões de Porto Salvo a colocar em campo o máximo das suas qualidades técnicas e de superação. Os meus jogadores estão de parabéns porque foram sempre extremamente solidários, muito ambiciosos e constantemente conscientes daquilo que estávamos a jogar e a competir. Ganhámos a final de hoje, que era esse o nosso objetivo, e agora segue-se uma fase de recuperação e preparação e amanhã cá estaremos novamente prontos para competir o acesso à final. 

Quando fiz a antevisão em Lisboa, disse que o Benfica ia apresentar novidades. Hoje já se viram algumas delas, mas temos mais algumas guardadas. Temos qualidade à disposição para podermos inovar e criar imprevisibilidade no adversário. Essa é a nossa primeira razão, criar imprevisibilidade e dificuldade, sempre estando perfeitamente conscientes daquilo que estamos a pretender para o jogo. Os momentos em que colocámos na primeira parte o Rafael [Henmi] e na segunda parte o Tiago [Brito] foi precisamente para controlar melhor o jogo de uma das formas possíveis também. Quero deixar bem claro que essa é uma das formas possíveis e legais de o fazer e o Benfica cumpriu. Também foi um momento importante do jogo e penso que o segundo golo não nasce dessa variabilidade, mas nasce dessa situação. Tínhamos todos os jogadores no meio-campo ofensivo, passámos a ter quatro e a qualidade que temos à disposição só nos compete geri-la e otimizá-la da melhor forma.