Caldeira da antiga Central Termoelétrica de Sines será demolida nesta quinta-feira
A Caldeira do Grupo IV da antiga Central Termoelétrica de Sines será demolida nesta quinta-feira, dia 24 de setembro, às 10h00, através de uma detonação controlada com recurso a explosivos.
O aviso foi emitido pela Câmara Municipal de Sines, que alerta para o facto de esta operação ter uma escala superior às anteriores, podendo gerar um estrondo mais intenso, vibrações percetíveis a maior distância e uma nuvem de poeiras mais expressiva, além de uma sequência de detonações seguida pelo ruído do colapso da estrutura.
Para garantir a segurança de todos, foi estabelecido um perímetro de segurança com um raio de 350 metros em torno da caldeira, sendo totalmente interditada a permanência de pessoas no seu interior.
O acesso de veículos particulares à central estará proibido durante todo o dia e o dispositivo de segurança será ativado às 09h15, momento em que começam os condicionamentos rodoviários.
Mais tarde, às 09h55, a circulação na EN 120-1 será completamente interrompida até à conclusão da operação.
Vários acessos à zona da central sofrerão restrições, incluindo as vias de acesso à GYPFOR, a estrada após o Data Center, o acesso à Central Termoelétrica, a via para a Portaria Sul e o acesso ao aterro.
Também a passagem para as obras FCC/ADSA estará interdita. Os veículos prioritários apenas poderão circular entre as 09h15 e as 09h45, avançando-se depois para a vedação total do perímetro.
A autarquia recorda que as autoridades no local podem alargar o perímetro ou alterar os horários caso seja necessário, devendo a população cumprir rigorosamente as instruções das forças de segurança e da Proteção Civil.
O processo será acompanhado por um conjunto de sinais sonoros para informar o público.
Às 09h50 será emitido um sinal longo de sirene com a duração de 5 a 10 segundos, seguido de três toques curtos às 09h59, antecedendo a detonação programada para as 10h00.
O sinal final, que dita a conclusão da operação, deverá ser ouvido entre as 10h15 e as 10h30, após uma validação técnica.
Posteriormente, as equipas vão proceder à inspeção do local e à limpeza dos acessos afetados pelas poeiras.
O plano inclui ainda medidas de mitigação do impacto ambiental e de segurança, como sistemas de aspersão de água e a monitorização de vibrações através de sismógrafos.
