Comissões de Utentes do Litoral Alentejano exigem nova política e reforço dos serviços públicos
As Comissões de Utentes do Litoral Alentejano emitiram um comunicado em que exigem ao Governo o reforço urgente dos serviços públicos na região, integrando as suas principais exigências no "Caderno Reivindicativo para 2027".
As estruturas representativas defendem uma rotura profunda com as políticas das últimas décadas, apontando graves carências que condicionam a vida das populações locais nas áreas da saúde, educação, transportes e infraestruturas.
A saúde é identificada pelas comissões como o setor mais crítico em todo o território alentejano. Atualmente, registam-se cerca de 35 mil utentes sem médico de família na região.
Para inverter este cenário de degradação, o movimento de utentes exige a atribuição imediata de médico e enfermeiro de família a toda a população, bem como a construção de uma maternidade no litoral alentejano.
Os representantes denunciam também o mau estado de conservação de vários edifícios públicos e as fortes restrições diárias que os cidadãos enfrentam no acesso a cuidados básicos de saúde e serviços administrativos.
Para além do setor da saúde, o documento reivindicativo estende-se a outras áreas estruturais para o desenvolvimento e bem-estar do litoral alentejano. Na área dos transportes e mobilidade, as comissões reclamam a melhoria urgente da rede de estradas e uma maior cobertura de transportes públicos para mitigar o isolamento das localidades.
É ainda exigida a reversão dos CTT para uma empresa 100% pública, como forma de garantir a proximidade dos serviços postais e financeiros às populações.
Face a este diagnóstico, as Comissões de Utentes do Litoral Alentejano reafirmam o seu empenho na contestação social e prometem manter a pressão sobre o executivo para que os direitos constitucionais dos residentes sejam integralmente assegurados.
