O Presidente da Câmara Municipal, Bruno Gonçalves Pereira, referiu que os “santiaguenses tiveram um papel preponderante na consolidação do Brasil e enquanto povos temos uma grande proximidade, não só pela língua, mas também pela cultura. O Brasil é o país amigo que fazemos irmão.”

Os expedicionários apresentaram o projeto e foi exibido um filme sobre as expedições realizadas no Brasil que abrangeu os territórios conquistados pelos portugueses, visados nesta homenagem.

A “Expedição 2026 – Visita às Origens Portuguesas”, iniciativa idealizada por António Pedro Bacelar Carrelhas, português profundamente ligado ao Brasil e à divulgação da herança portuguesa naquele país, procura homenagear os portugueses que, ao longo dos séculos, tiveram um papel decisivo na formação territorial, política e cultural do Brasil.

Esta “Expedição 2026”, a quinta promovida pelos “Heróis Portugueses do Brasil”, presta homenagem a figuras como Pedro Teixeira, Martim Soares Moreno, José da Silva Paes e D. Pedro I. Vittorio Lanari Junior, um dos expedicionários, destacou a importância histórica de cada uma destas personalidades, sublinhando que “não existiria o Brasil sem estes quatro nomes”. Referindo-se especificamente a Martim Soares Moreno, afirmou que “se não fosse ele, o Nordeste brasileiro poderia ter ficado sob domínio francês ou holandês”.

À comitiva brasileira, composta por Vittorio Lanari Junior, Fernando Dias, Carlos César Lima, Raul Araújo Penna,  Armando Abreu, e Tiago Morais, foi proporcionada uma visita, guiada por José António Falcão, à Igreja Matriz de Santiago do Cacém, um dos mais emblemáticos monumentos históricos da cidade, à Fundação Caixa Agrícola Costa Azul e à Praça Conde do Bracial (Largo do Pelourinho), onde se encontra uma placa evocativa em memória de Martim Soares Moreno, natural de Santiago do Cacém e figura determinante na defesa do Nordeste brasileiro, sendo considerado um dos fundadores do Ceará.

A comitiva visitou ainda o histórico Palácio da Carreira, antiga residência de José Joaquim Salema de Andrade Guerreiro de Aboim, capitão-mor da vila durante o período em que a corte portuguesa permaneceu no Brasil. As pinturas e decorações do palácio refletem o gosto artístico e os acontecimentos marcantes dessa época, destacando-se uma representação alusiva ao regresso de D. João VI a Portugal.