O paraciclista natural de Ermidas-Sado completou o exigente percurso de 69 quilómetros — composto por cinco voltas a um circuito de 13,80 quilómetros — com o tempo de 1h55m32s.

 O atleta luso cortou a meta a 16m00s do novo campeão mundial, o britânico Russell Callum.

 O pódio completou-se com o suíço Fabian Recher, que conquistou a medalha de prata, e com o francês Joseph Fritsch, que assegurou o bronze.

Em jeito de balanço, o Selecionador Nacional de Paraciclismo, Telmo Pinão, destacou a resiliência do atleta. "Flávio Pacheco fez uma corrida de trás para a frente, estando sempre a minimizar o tempo perdido no primeiro terço da prova. Demonstrou uma vez mais que está num nível que lhe permite discutir facilmente lugares entre o 7.º e o 10.º", analisou o técnico, sublinhando que os seis primeiros classificados, que discutiram a vitória ao sprint, "estão atualmente num patamar diferente, com um ritmo competitivo muito elevado".

O responsável técnico da comitiva nacional apontou ainda aspetos a trabalhar para o futuro, se bem que demonstrando total convicção no valor do paraciclista luso. "O Flávio precisa apenas de melhorar a sua dinâmica e atitude no início das corridas e, acima de tudo, ganhar mais confiança nas suas próprias capacidades. Porque, de resto, tem perfeitamente capacidade para discutir lugares de top-10 mundial, tanto em Taças do Mundo como em Campeonatos do Mundo", apontou.

Telmo Pinão rematou convictamente que este "é um atleta que tem vindo a demonstrar essa capacidade e que, com uma abordagem mais agressiva e confiante desde o início das provas, pode estar regularmente na luta pelos lugares cimeiros".