Forças Armadas reforçam dispositivo de combate a incêndios rurais com estreia de helicópteros Black Hawk
Portugal continental encontra-se em estado de alerta devido ao agravamento do risco de incêndios rurais, o que levou a Marinha, o Exército e a Força Aérea a intensificar as operações de vigilância e prevenção em todo o território nacional. Diante deste cenário de exigência acrescida, os três ramos militares mobilizaram meios humanos e tecnológicos de forma a garantir uma resposta rápida e eficaz na deteção e primeira intervenção contra os fogos florestais.
No plano aéreo, o Dispositivo Especial de Combate aos Incêndios Rurais (DECIR) conta este ano com um reforço estratégico substancial.
A Força Aérea e a Marinha operam em articulação através do uso de aeronaves tripuladas e de sistemas aéreos não tripulados (drones), focados na vigilância aérea e na monitorização de comportamentos de risco em zonas florestais.
A grande novidade na frota deste ano prende-se com a integração de dois helicópteros UH-60 Black Hawk, que operam pela primeira vez nesta missão, juntando-se a dois helicópteros AW119 Koala para reforçar a capacidade de projeção e ataque inicial às chamas.
O esforço militar faz-se notar de igual forma no terreno, onde cerca de 50 patrulhas conjuntas da Marinha e do Exército realizam ações diárias de vigilância terrestre e dissuasão nas regiões identificadas com maior índice de perigosidade.
Para além das ações de resposta imediata à emergência, as Forças Armadas têm desenvolvido um trabalho contínuo de engenharia e prevenção desde o passado mês de abril, integradas no Comando Integrado de Prevenção e Operações.
Esta persistência operacional já permitiu a desmatação e a recuperação de mais de 850 quilómetros de caminhos florestais, abrangendo dez municípios portugueses para facilitar o acesso de viaturas de socorro.
