Esta operação insere-se no compromisso contínuo da GNR com o bem-estar dos cidadãos mais frágeis, alinhando-se com o programa “Apoio 65 – Idosos em Segurança”, promovido pelo Ministério da Administração Interna. Através desta proximidade, as forças de segurança procuram dotar a população sénior de ferramentas para enfrentar ameaças frequentes, tais como situações de violência, burlas, o clássico "conto do vigário" e furtos em residências. Adicionalmente, as equipas no terreno focar-se-ão na prevenção de comportamentos de risco associados ao consumo de álcool, no combate ao isolamento social, na identificação de cuidadores informais e na capacitação dos idosos para uma utilização segura da internet.Desde o lançamento da primeira edição da Operação “Censos Sénior”, em 2011, a Guarda tem realizado uma atualização contínua do mapeamento e da sinalização geográfica desta franja da população. Este esforço de policiamento de proximidade tem sido fundamental para reforçar o sentimento de segurança coletivo e estreitar os laços de confiança e empatia entre as comunidades locais e a autoridade.Os dados mais recentes revelam a magnitude deste diagnóstico social: em 2025, a GNR sinalizou 43 074 idosos a viver sozinhos, isolados ou em situação de vulnerabilidade devido a condições físicas, psicológicas ou de outra natureza. Nesse mesmo ano, o impacto das ações de sensibilização foi expressivo, com a realização de 328 ações em sala e 2 338 abordagens porta a porta, alcançando um total de 35 143 cidadãos seniores.A relevância da operação é severamente sustentada pela análise da criminalidade. Entre janeiro e agosto de 2026, a GNR registou, na sua zona de responsabilidade, 2 720 crimes de burlas, 4 545 furtos e 417 roubos com idosos como vítimas. Perante estes cenários, a resposta operacional da Guarda resultou, no mesmo período, na detenção de uma pessoa por burla, 48 por furto e 20 suspeitos pela prática do crime de roubo, demonstrando o combate ativo à criminalidade que visa os mais vulneráveis.