Durante o encontro, foi consensual a necessidade de reforçar o patrulhamento de proximidade, uma medida que exige o reforço de efetivos e de meios operacionais.

Como resposta imediata, o autarca anunciou que o município já tem em curso o processo de aquisição de uma nova viatura, que será cedida à GNR para reforçar a capacidade de patrulhamento do Posto de Grândola.

No que toca à vertente tecnológica e de prevenção, o executivo camarário discutiu com a força de segurança os procedimentos para a instalação de um sistema de videovigilância no centro da vila.

Este processo, que já se encontra em desenvolvimento, requer uma articulação obrigatória entre o Município e a GNR, dado que o acesso às imagens captadas é exclusivo das autoridades e restrito ao âmbito de investigações criminais.

Paralelamente, o Comandante do Destacamento Territorial assegurou que os militares estão totalmente empenhados no acompanhamento e na resolução dos furtos e tentativas de assalto registados nas últimas semanas.

Apesar do esforço das autoridades, o presidente da autarquia reconheceu a existência de um sentimento acrescido de insegurança na população, justificando-o com a acentuada falta de recursos humanos.

O autarca revelou já ter transmitido esta preocupação diretamente ao Ministro da Administração Interna numa audiência realizada no passado dia 7 de julho, lamentando a perspetiva de o Governo não prever um reforço de contingente.

 Classificando como "inexplicável" o facto de um concelho com mais de 800 quilómetros quadrados ter atualmente menos de 30 militares, o líder do município associou a escassez de efetivos à necessidade urgente de uma revisão e valorização das carreiras na Administração Pública.

Para tentar inverter a situação, a autarquia vai solicitar, com caráter de urgência, uma audiência ao Secretário de Estado da Administração Interna para expor formalmente o problema da falta de recursos afetos ao concelho.