Em declarações à Rádio Sines, o dirigente sineense classificou a atuação da equipa de arbitragem em território açoriano como "uma vergonha, um escândalo e um verdadeiro crime de lesa a Pátria".

Visivelmente revoltado com o desfecho da partida, Gonçalo Silva chegou a afirmar que teria sido preferível averbar uma falta de comparência — assumindo os respetivos custos financeiros associados — do que viajar até aos Açores para assistir aos acontecimentos, alegando taxativamente que a sua equipa foi "literalmente roubada".

O líder do emblema de Sines aproveitou ainda o momento para lançar duras críticas à estrutura que rege o hóquei em patins nacional, acusando os responsáveis federativos de "continuarem a assobiar para o lado" e de centrarem as atenções e os investimentos exclusivamente no Campeonato da 1.ª Divisão.

Lembrando que o H.C. Vasco da Gama mantém as suas contas rigorosamente em dia e é um dos emblemas que sustenta a própria estrutura da modalidade em Portugal, por isso Gonçalo Silva exigiu respeito pelos atletas e treinadores que, apesar do estatuto amador, demonstram total dedicação à camisola.

A fechar o seu protesto, o presidente alertou que, a manter-se o atual rumo regulamentar e de arbitragem, a continuidade e a dignidade das divisões secundárias ficarão "feridas de morte", deixando ainda uma palavra de força e coragem aos seus jogadores pela valentia demonstrada em rinque face às adversidades descritas.

A decisão final da direção e do grupo de trabalho sobre a permanência ou a retirada imediata da competição será tomada nos próximos dias.

A cúpula do clube aguarda agora o conhecimento oficial dos castigos disciplinares a aplicar ao treinador, ao delegado e ao capitão de equipa para ditar o futuro do Hóquei Clube Vasco da Gama no Campeonato Nacional da 3.ª divisão – Zona D.