Ao longo de três dias, o evento juntou cidadãos e coletivos de diversas áreas e geografias para debater o modelo de desenvolvimento imposto à região, apontando críticas ao que classificam como "falsa transição energética" e contestando o planeado cais militar de Sines.

Durante o encontro, os debates centraram-se nas principais ameaças à justiça social e ambiental no Litoral Alentejano, com especial destaque para a proliferação de mega centrais fotovoltaicas, torres eólicas, datacenters e prospeção mineira.

Foram igualmente contestados o avanço do turismo de luxo, a expansão da agricultura intensiva, a exploração laboral, a especulação imobiliária e o impacto destes investimentos no custo de vida e no acesso à habitação para as comunidades locais.

O programa, que combinou momentos de debate, partilha de experiências, cultura e convívio, culminou num protesto que ligou o IOS ao Jardim da República.

Ao longo do percurso, os manifestantes contaram com a adesão da população local, fazendo ecoar palavras de ordem como “Não queremos o cais militar! Escolas, saúde e casas para morar.”

Realizado pela primeira vez em 2024, o Encontro tem registado um crescimento progressivo em termos de participação e na diversidade de temas abordados.

Esta terceira edição consolidou a rede de solidariedade entre movimentos locais e nacionais, estreitando também a ligação entre os coletivos cívicos e a academia.

O evento encerrou com o compromisso partilhado de fortalecer a resistência aos grandes projetos previstos para o Litoral Alentejano e de intensificar o trabalho em rede para apoiar outras lutas sociais e ambientais no resto do país.