Investimento de 9,2 milhões vai renaturalizar as áreas mineiras de Aljustrel e Lousal
As antigas áreas mineiras de Aljustrel (Beja) e do Lousal (Grândola) vão ser alvo de uma profunda intervenção ambiental para apagar as marcas da contaminação do passado.
O projeto, promovido pela Empresa de Desenvolvimento Mineiro (EDM), representa um investimento total de 9,2 milhões de euros e foi formalizado numa cerimónia oficial presidida pela ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho.
A empreitada conta com um forte apoio comunitário, garantindo sete milhões de euros através do programa de cofinanciamento Alentejo 2030.
Com um prazo de execução fixado em 12 meses, os trabalhos pretendem consolidar e reforçar as intervenções ecoógicas que já tinham sido realizadas nestes territórios no passado.
O foco principal da operação centra-se na zona mineira de Algares, em Aljustrel, onde as equipas vão reabilitar os terrenos degradados e corrigir as fortes limitações topográficas do terreno, devolvendo a harmonia visual e social ao espaço envolvente.
O plano técnico é ambicioso e foca-se no isolamento de resíduos perigosos para a saúde pública e para os ecossistemas.
No total, serão confinados 350 mil metros cúbicos de materiais poluídos e será feita a selagem definitiva de uma escombreira a céu aberto que acumula cerca de 120 mil metros cúbicos de detritos.
Em paralelo, a EDM vai reformular todo o sistema de drenagem local para garantir que as águas contaminadas pela atividade mineira sejam corretamente encaminhadas e tratadas, impedindo a sua dispersão na natureza.
