Foto: GALP

 Em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a petrolífera portuguesa justificou este forte crescimento com o desempenho robusto das suas operações internacionais.

O principal motor deste resultado foi o aumento sustentável da produção de petróleo no Brasil, aliado à valorização da cotação do brent no mercado internacional, que impulsionou as margens de refinação.

O desempenho operacional refletiu-se diretamente no EBITDA (lucros antes de juros, impostos, depreciações e amortizações), beneficiando da estabilidade dos preços do crude e da eficiência das plataformas de extração no pré-sal brasileiro.

No mercado ibérico, as atividades comerciais de distribuição de combustível e energia mantiveram uma base sólida, suportando o fluxo de caixa da empresa. Adicionalmente, a Galp registou progressos nos seus projetos de transição energética, incluindo investimentos em hidrogénio verde e expansão da rede de carregamento elétrico.

A dívida líquida da empresa manteve-se controlada, alinhada com as metas rigorosas de disciplina financeira do grupo.

O conselho de administração sublinhou que estes números validam a estratégia de exploração focada em ativos de baixo custo e menor intensidade de carbono, reforçando a posição da Galp enquanto um dos principais operadores ibéricos e garantindo o retorno financeiro aos seus acionistas.