O argumento foi defendido pelo promotor do projeto, Hadrien Fraissinet, presidente executivo (CEO) da Qantara Capital, empresa responsável pelo desenvolvimento do Grândola Logistics Park Euro-Atlantic (GLPEA), classificado como projeto de Potencial Interesse Nacional (PIN).

Com uma área total de implantação que ronda os 1,3 milhões de metros quadrados, o complexo vai disponibilizar 635 mil metros quadrados de área bruta de construção.

O grande trunfo competitivo da infraestrutura reside na sua forte componente multimodal.

O plano técnico prevê a construção de um terminal ferroviário de mercadorias privado com ligação direta à Linha do Sul, complementado por um parque de contentores com 23 mil metros quadrados.

O objetivo passa por acelerar o escoamento de mercadorias a partir do Porto de Sines, situado a cerca de 50 quilómetros de distância

Ao nível da rede rodoviária, o megaparque garante acessos diretos ao IC1 e fixar-se-á a apenas oito quilómetros da autoestrada A2, posicionando-se a 64 quilómetros de Setúbal e a uma hora de viagem de Lisboa.

Do bolo total do investimento, cerca de 40 milhões de euros serão canalizados exclusivamente para infraestruturas básicas e arruamentos internos.

O projeto assume também metas ecológicas rígidas para atrair investidores internacionais

Segundo a promotora, os edifícios terão certificação ambiental, existindo ainda a previsão de instalar painéis solares para autossuficiência energética, uma Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) própria e a preservação de 410 mil metros quadrados de corredores verdes.

Após o período de consulta pública do Estudo de Impacte Ambiental, o processo cumpre agora as últimas etapas de licenciamento administrativo.