Observatório para a Transição Justa do Alentejo Litoral quer garantir que "ninguém fica para trás"
A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo reuniu o Conselho Geral do Observatório para a Transição Justa do Alentejo Litoral, em Vila Nova de Milfontes, para traçar as prioridades económicas e sociais da região para o biénio 2026/2027.
O encontro, que decorreu no Instituto de Nossa Senhora de Fátima, ficou marcado pela primeira participação oficial do Presidente da CCDR Alentejo, Ricardo Pinheiro, que defendeu a necessidade de antecipar os desafios da descarbonização e converter o encerramento de indústrias poluentes em novas oportunidades de negócio locais.
Um dos pontos centrais da agenda foi a avaliação das medidas de apoio destinadas aos ex-trabalhadores da Central Termoelétrica de Sines, cujo encerramento em 2021 deu início ao atual processo de transição energética.
O Conselho Geral analisou a eficácia dos programas de reinserção no mercado de trabalho e os mecanismos de compensação financeira que visam proteger a estabilidade das famílias afetadas.
De acordo com o balanço feito na reunião, a execução do Fundo para uma Transição Justa regista uma dinâmica muito positiva, registando-se um elevado número de candidaturas submetidas e um volume significativo de investimento já aprovado nas áreas da inovação produtiva e da diversificação empresarial.
Durante a sessão, que contou também com as boas-vindas do Vice-Presidente da Câmara Municipal de Odemira, Ricardo Cardoso, foi aprovado o novo Plano de Ação do Observatório e apreciado o Plano Anual de Avisos 2026/2027.
Este pacote financeiro prevê canalizar fundos comunitários para investimentos estratégicos que respondam diretamente às carências da população, com especial enfoque na habitação acessível, na mobilidade sustentável, na inovação empresarial e na qualificação profissional da força de trabalho da região.
