Parque eólico em Vila Nova de Milfontes não avança o que deixa o presidente da junta de freguesia “muito satisfeito” (com áudio)
Francisco Silva Martins considera que é “uma grande vitória para Vila Nova de Milfontes e para a sua comunidade” o facto da GALP não avançar com a construção de um novo parque eólico naquela freguesia do concelho de Odemira.
O presidente da junta de freguesia considera que “o papel da sociedade civil foi determinante para um desfecho que salvaguarda a sustentabilidade ambiental e económica deste território”.
De acordo com a Câmara Municipal de Odemira, “depois de uma reunião com os promotores do Parque Eólico das Cachenas, estes transmitiram a decisão de não avançar com o projeto”.
Idealizado para garantir o fornecimento de energia elétrica renovável necessária à produção e armazenamento de hidrogénio verde na unidade da GALP em Sines, o projeto do Parque Eólico das Cachenas abrangia os territórios de quatro freguesias nos concelhos de Odemira, Santiago do Cacém e Sines.
Denominado por projeto GalpH2Park, o parque previa a instalação de 19 aerogeradores, com uma potência unitária de 6,8 MW, correspondendo a uma potência total instalada de 129,2 MW.
O projeto foi, desde início, bastante contestado pela Câmara de Odemira e pela Junta de Freguesia de Vila Nova de Milfontes, assim como por diversas associações ambientais e pela população, sendo que uma petição online para a sua suspensão angariou 5.595 assinaturas.
