Navegado por Paulo Marques e tripulando o seu habitual Citroen Saxo, Pedro Lança regressou a um dos seus ralis favoritos para voltar a assinar uma exibição de fino recorte, ostentando um andamento forte de fio a pavio do rali e almejando fazer parte da refrega pela primazia entre os carros de duas rodas motrizes até ao final.

Aliás, essa luta que se desenrolou a três, foi para o piloto “simplesmente fabulosa e, atrevo-me a dizer, um dos momentos altos do rali, pois eu, o João Rodrigues e o Gonçalo Boa Ventura andamos sempre a fundo. Poderia ter pendido para qualquer de nós. Demos tudo para tentar vencer, mas tivemos de nos contentar com o 2º lugar, que não deixa de ser um bom resultado. Os meus parabéns para o João, que esteve fantástico e mereceu a vitória e para o Gonçalo que também andou muito bem”.

No final, apenas 13 segundos separaram Pedro Lança do triunfo. O 2º lugar, como referiu, foi um bom prémio, bem como o 6º posto à geral, depois de uma prova que, na visão do piloto, foi “muito positiva. Já não competíamos e ralis há muito e demorou um pouco a ganhar ritmo. Por outro lado, introduzimos algumas nuances técnicas que necessitam ainda de adaptação e que, aqui e ali, ao longo do rali, nos fizeram ter alguma precaução e rodar abaixo do que somos capazes. Eu o Paulo entendemo-nos muito bem dentro do carro e, mesmo querendo muito vencer, saio das Camélias satisfeito com o resultado e sobretudo, com o andamento que demonstramos e com a fiabilidade e competitividade do Citroen Saxo. Agora, é tentar fazer ainda melhor na próxima!”.

O piloto, que este ano comemora 20 anos de carreira, tem no seu calendário a participação no Rali de Lisboa, estando ainda a considerar a hipótese de apostar nas provas de asfalto do Campeonato Sul de Ralis e do Campeonato de Ralis dos Açores.