Promovido pela CCDR Alentejo (Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo), o procedimento de Avaliação de Impacte Ambiental decorre até ao dia 12 de novembro.

O principal objetivo da intervenção é a disponibilização progressiva de terrenos para a futura instalação de novas unidades industriais e logísticas previstas no Plano de Urbanização da ZILS.

Para minimizar o impacto ambiental imediato, os trabalhos serão executados ao longo de quatro fases distintas, incluindo o corte e toragem de árvores, o transporte de madeira e biomassa, o controlo de espécies invasoras como acácias e matos, e a regularização final dos solos.

No entanto, a operação implica o abate de milhares de espécimes protegidos — incluindo mais de 3.500 sobreiros —, uma decisão que já está a suscitar forte contestação por parte de associações ambientalistas como o GEOTA, que defendem a preservação do habitat de montado e a procura de alternativas em áreas já artificializadas.

Como contrapartida à perda de coberto vegetal e à degradação de habitats locais, a promotora do projeto prevê a aplicação de medidas de mitigação e compensação.

 Estas ações envolvem a reconversão ecológica e a rearborização de áreas especificamente identificadas, devendo arrancar cerca de seis meses antes do início da construção das novas infraestruturas.

Os cidadãos e as entidades interessadas podem consultar a documentação técnica e submeter os seus pareceres através do portal oficial Participa.pt.