Porto Covo e Sines tornam-se o epicentro da música do mundo a partir de hoje (com áudio)
O Largo Marquês de Pombal, no coração da pitoresca aldeia de Porto Covo, transforma-se a partir de hoje no epicentro da diversidade cultural planetária. É aqui, num cenário idílico junto ao mar, que arranca a 26.ª edição do FMM Sines - Festival Músicas do Mundo.
Foto: Mário Pires
O evento propõe uma viagem sonora sem fronteiras que se estende até ao dia 25 de julho.Ao longo de nove dias, o festival vai acolher 38 concertos com artistas oriundos de quatro continentes e mais de 20 países.
O arranque oficial em Porto Covo estende-se por todo o fim de semana (17, 18 e 19 de julho), servindo de cartão de visita para uma maratona musical que promete fundir tradição, modernidade e mensagens de forte intervenção social.
A primeira noite em Porto Covo faz-se com as fusões do português Bruno Pernadas e o afro-jazz dos britânicos TC & The Groove Family. No sábado, o palco enche-se com o son cubano de Emilio Moret, a música tuaregue dos Tamikrest e o rock psicadélico dos eslovacos Tolstoys.
A despedida da aldeia acontece no domingo, alternando entre a delicadeza mandinga de Momi Maiga e a energia punk de The Legendary Tigerman.A partir de segunda-feira, dia 20, a comitiva muda-se para a cidade de Sines.
Os primeiros dias de transição acolhem projetos no Centro de Artes de Sines, Pátio das Artes e Largo Poeta Bocage, com destaques para o cante jondo de Paqui Ríos e o rock dos franceses One Rusty Band.
O ritmo acelera na quarta-feira, 22 de julho, com a abertura dos palcos do Castelo e da Avenida Vasco da Gama.
Até ao encerramento, o alinhamento junta lendas consagradas e novas revelações. Pelo palco do Castelo vão passar nomes como Julian Marley, Lia Kali, Mádé Kuti, A garota não, Otto, Vitorino Salomé e Le Trio Joubran.
A festa fecha na praia com as propostas eletrónicas e urbanas de Konono Nº1 x Montparnasse Musique e Isam Elias.Paralelamente aos concertos, o FMM Sines 2026 reforça a sua forte vertente de enriquecimento cultural com uma vasta programação paralela.
O público poderá usufruir de cinema documental, exposições de arte contemporânea, oficinas, sessões de narração oral e atividades de divulgação científica.
