O Estudo de Impacte Ambiental recebeu "luz verde" condicional da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), abrindo caminho para uma empreitada com uma duração prevista de 30 meses.

A nova infraestrutura será construída entre o Terminal Multipurpose e o Porto de Serviços e foi desenhada para acolher navios de grande porte.

Contará com duas frentes de acostagem e uma profundidade de serviço de 14 metros abaixo do zero hidrográfico.

Para além de um terrapleno logístico de 19 hectares, o complexo portuário terá uma rampa Ro-Ro para a movimentação de reboques e veículos.

A grande aposta na sustentabilidade e eficiência logística surge através de uma ligação ferroviária direta, que permitirá fazer o transbordo imediato de mercadorias entre os navios e os comboios de carga.

A nível estratégico, o terminal assume um perfil duplo. Por um lado, será uma peça central no apoio à transição energética e à indústria eólica offshore.

Por outro, o cais foi projetado para responder a necessidades de logística militar e de defesa no quadro de alianças internacionais.

Este investimento procura não só alargar as competências operacionais do porto alentejano, mas também captar novas rotas comerciais e potenciar o tecido industrial e económico da região de Sines.