Porto de Sines pretende ser autosuficiente na produção de energia limpa em 2045 (com áudio)
A aposta na transição energética é uma prioridade para o Porto de Sines, que pretende reduzir em 55% a produção de gazes com efeito de estufa e ser autosuficiente na produção de energia limpa em 2045.
Pedro do Ó Ramos, que falava na abertura da conferência promovida pela Repsol, na quarta-feira, sobre a descarbonização da indústria, destacou ainda outros projetos que pretende implementar este ano, no âmbito da transição energética.
Numa conversa prévia ao evento, o Conselho de Administração da APS liderado por Pedro do Ó Ramos recebeu o Presidente da Repsol, Antonio Brufau, acompanhado pela respetiva comitiva.
Este encontro permitiu “alinhar a parceria estratégica entre a APS e a REPSOL, fundamental, tendo em conta o papel do polo industrial de Sines para a transição energética ibérica e europeia”.
Foi sublinhado “o contributo dos projetos em curso, quer do lado do Porto de Sines, quer da Repsol, face ao cumprimento das metas de neutralidade carbónica estabelecidas pela União Europeia, salientando-se ainda o papel da Repsol enquanto concessionária do Terminal Petroquímico de Sines, fator que consolida a posição do porto como plataforma de referência na descarbonização da indústria”.
Sines afirma-se, assim, como motor da descarbonização industrial, com uma capacidade portuária de excelência e uma plataforma industrial diversificada com uma visão estratégica orientada para a sustentabilidade e competitividade no contexto da transição energética europeia.
Foi também anunciado que a Repsol, concessionária do terminal petroquímico, renovou a concessão por mais 25 anos, ou seja até 2051.
