Pela primeira vez, o prémio dividiu-se em cinco categorias – Música, Património e Biodiversidade –, áreas que já eram contempladas, e às quais se juntaram Serviço à Comunidade/Cooperação Internacional e Sons Sem Sombra/Novos Talentos.

O prémio, promovido pela associação Pedra Angular, com sede em Santiago do Cacém e que organiza o festival Terras Sem Sombra, “destina-se a homenagear figuras ou instituições que se tenham salientado, a nível global, em diferentes áreas de atuação do festival”.

Na categoria de Música, o distinguido foi o pianista espanhol Josep Maria Colom, na área de Património o prémio foi entregue ao divulgador cultural de Castelo de Vide Carolino Tapadejo, e na categoria Biodiversidade à investigadora francesa Lauriane Mouysset.

Já o Prémio Terras Sem Sombra de Serviço à Comunidade/Cooperação Internacional foi para o diplomata checo Martin Pohl, enquanto o prémio Sons Sem Sombra/ Novos Talentos foi para a acordeonista francesa Judith Tahan.

A cerimónia de entrega dos galardões realizou-se no Auditório Municipal António Chainho, em Santiago do Cacém e foi presidida pela Infanta D. Maria Francisca de Bragança, duquesa de Coimbra.

O Festival Terras sem Sombra, que promove este galardão, iniciou-se no passado 28 de fevereiro em Arroches, no distrito de Portalegre, e até 6 de dezembro vai percorrer 12 concelhos alentejanos e um espanhol.

O evento volta ao Alentejo Litoral no primeiro fim de semana de maio, dias 2 e 3, com um concerto do Art’N’Voices Vocal Ensemble no Cine Granadeiro, em Grândola.

Depois, a 12 de setembro, será a vez de Vila Nova de Milfontes, no concelho de Odemira, receber a atuação do conjunto Mário Nandayapa Quartet, que terá lugar no Forte de São Clemente.

Por fim, no fim de semana de 5 e 6 de dezembro, o Terras Sem Sobra vai passar pelo concelho de Alcácer do Sal, com o Convento de Nossa Senhora de Ara Coeli a ser palco de um concerto da Amadeus Chamber Orchestra.

O festival tem este ano como país convidado a Polónia e vai realizar-se sob o mote “Alegres Campos, Verdes Arvoredos: Música e Biosfera (Da Idade Média à Criação Contemporânea)”, que presta homenagem à lírica de Luís Vaz de Camões, por ocasião do 500º aniversário do nascimento do autor d’Os Lusíadas.